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A PRAINHA

Localização

 

A Prainha é delimitada ao norte pela Baía de Vitória, a leste pelo Convento da Penha, ao sul pelo Centro de Vila Velha e ao Oeste pelo bairro da Glória.

 

A Prainha, sítio histórico do município de Vila Velha, é uma importante referência para o Estado do Espírito Santo por ter sido o berço da colonização e por guardar partes dessa história. Em 23 de maio 1535 o donatário da capitania do Espírito Santo Vasco Fernandes Coutinho ancorava às margens da enseada da Prainha, dando, assim, início à colonização do Estado do Espírito Santo.

Breve

Histórico

 

Devido a sua origem portuguesa, Vasco Fernandes Coutinho estruturou a Prainha de acordo com seus ideais locais, possuindo casas para colonos, casas para administração, casas para justiça e igreja ou capela. A partir disto construiu a Capela Nossa Senhora do Rosário em uma base elevada em relação ao nível do mar e de frente para a Baía. As demais demarcações foram instaladas pelo donatário de modo a formar as primeiras ruas com alinhamento em xadrez e dando lugar, posteriormente, às primeiras vivendas locais. Esta igreja é a mais antiga do Brasil ainda de pé.

 

Após Vasco Coutinho retornar para sua cidade natal, a vila antes colonizada fica esquecida, recebendo, então o nome de Vila Velha. Em 1558 o Frei Pedro Palácios, vindo da Europa habitou em uma gruta ao pé do Morro da Penha, onde foi construído em 1774 o pórtico do acesso à Ladeira da Penitência. Nesta gruta o Frei celebrava missas com um quadro da Virgem, que desapareceu e foi encontrado no alto do morro, onde o Frei construiu em 1562 uma capela dedicada a São Francisco de Assis. Quando o quadro desapareceu novamente e surgiu no alto do morro o Frei decidiu construir o Convento da Penha, entre 1566 e 1570, em homenagem à santa.

 

Passando por diversas transformações urbanísticas, a Prainha sofreu o primeiro aterro, em para 1912, para a implantação de um bonde elétrico, o que modificou de forma intensa o traçado local. Com o objetivo de implantar a EAMES (Escola de Aprendizes de Marinheiros), houve o segundo aterro, que se estima que ocorreu por volta da década de 50. Durante o governo de Getúlio Vargas, entre 1951 a 1954, foi realizado o terceiro aterro, para a construção da Avenida Beira Mar. O quarto e último aterro ocorreu na década de 1970, e foi o que causou maior impacto e descaracterização do sítio, destruindo a primitiva Enseada da Prainha.

 

Entre os anos de 1955 e 1958 o prefeito Antônio Gil Veloso iniciou a construção de vias que facilitassem a conexão do centro da cidade com a Prainha, prolongando a Av. Luciano das Neves e a rua Antônio Ataíde. O aterro realizado ficou por muito tempo inutilizado, fazendo com que a população perdesse o seu lazer já que a praia estava com acumulo de dejetos. A área abrigava apenas um hidroviário urbano e somente em 1988 foi implantado o Parque da Prainha.

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