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DIAGNÓSTICO

Com o intuito de avaliar o sítio histórico da Prainha e realizar uma proposta de intervenção foi preciso entender a situação atual e os condicionantes que deveriam ser considerados no ato projetual. Para isto, foi analisado, neste diagnóstico, os temas Morfologia Urbana e Paisagem Cultural.

Analisando o tema em conjunto com os demais itens abordados por outros grupos foi possível entender as necessidades da área de estudo.

Para este diagnóstico utilizou-se como estratégia metodológica visitas ao local e aos seus elementos importantes, como a Casa da Memória, Museu Homero Massena, 38º Batalhão do Exército Brasileiro e Convento da Penha, aplicação de questionários, análise de legislação, busca de referencial teórico, registros fotográficos, entre outros. Após essa fase, foi realizado um cruzamento das fontes de informações para a geração do mapa e do diagnóstico.

Para o desenvolvimento das etapas posteriores utilizou-se como base os resultados obtidos nesta fase.

 

A Morfologia Urbana visa estudar o meio fisico da forma urbana e como a ocupação do espaço influência em seu traçado e modo de vida. No contexto do Sítio Histórico da Prainha percebe-se caracteristicas da colonização de Portugal em seu traçado como os espaços livres em frente a edificações religiosas importantes, o traçado ortogonal em forma de tabuleiro xadrez e eixos principais predominantes. As áreas ocupadas mais recentemente, possuem traçado com conformação tortuoso.

A implantação das edificações coloniais seguem o mesmo conceito, não possuindo afastamento além da repetição de janelas. Já as edificações singulares não interferem na constituição da malha urbana.

A dimensão dos lotes em geral não é determinada pelo uso do solo, tendo basicamente as mesmas caracteristicas de tamanho e forma independente do uso, salvo os usos instituicionais que possuem lotes maiores, o que descaracteriza a morfologia pré existente.

A área é bem consolidada, e teve na composição de sua forma elementos naturais e maciços vegetais determinantes para a topografia local, que são o Morro do Convento e a pedra do Inhoá. É possível perceber que a área mais próxima ao mar possui um vazio urbano mais aparente, enquanto na área mais afastada existem maiores aglomerados. 

Além destes valores a malha ortogonal, a dimensão das quadras e o traçado sem interrupção, causando a sensação de chegar ao lugar esperado, são fatores que segundo autores com Lynch (2011) e Jacobs (2000) garantem uma maior segurança no local. Existem ainda elementos que, segundo Nygaard (2010), promovem boa orientabilidade dentro da Prainha, como o Convento da Penha e Igreja do Rosário.

MORFOLOGIA URBANA

 

Segundo a Portaria Iphan nº 127/2009, a Paisagem Cultural Brasileira é uma porção peculiar do território nacional, representativa do processo de interação do homem com o meio natural, à qual a vida e a ciência humana imprimiram marcas ou atribuíram valores.

A Prainha é, portanto, constituida como Paisagem Cultural do Espirito Santo devido ao diferentes elementos constituintes de seu ambiente urbano.

 

  • Eixo Vila Velha x Vitória: Representa a expressividade e diversidade de dois Municipios distintos, mas que se conectam além do eixo físico, como exemplo a  Terceira Ponte e o Cais das Artes, que compõe o conceito de além (Cullen, 2008).

  • Exo Visual da Igreja do Rosário: Conexão visual com a Baía de Vitória que se perdeu ao longo do tempo devido  ao processo de aterro.

  • Convento e Festa da Penha: O Convento da Penha é um monumento histórico de todo o estado do Espírito Santo e trás consigo a Festa da Penha que é maior manifestação religiosa do estado.

  • Colônia de Pesca: Destaca a relação exemplar entre o homem e a natureza e os barcos dispostos ao mar conferem a paisagem uma caracteristica especial.

  • A Prainha: Considerada Sítio Histórico desde 1995, abriga visuais marcados como cartão postal do Espirito Santo.

PAISAGEM

CULTURAL

 

A morfologia urbana interfere na Paisagem Cultural, a partir do momento em que traça eixos que facilitam a chegada a pontos turísticos e podem traçar eixos visuais, muda a conformação do lote para valorizar um monumento, como a Igreja do Rosário e é definidora de um espaço urbano caracterizado como Paisagem Cultural, como no caso da Prainha.

MORFOLOGIA URBANA

PAISAGEM CULTURAL

X

A Paisagem Cultural promove uma interferência na Morfologia Urbana quando se torna limitadora do desenho da cidade, como no eixo visual do Convento da Penha e mudam a predominância do traçado com uma grande área livre, tendo potencial para receber eventos importantes.

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